quinta-feira, 20 de setembro de 2007


Músicas e perfumem entristecem,
Mas não abatem. Se não há
Lágrimas nem súplicas por veneno
É que foi, simplesmente,
Ameno. E de leveza, minha cara,
Já basta um coração carente.

Escapa um grito sufocado
Em meio a sonhos de mentira.
Encerra a certeza - bem vinda?
Melhor calar-se, cerrar os olhos
E esperar o nada, que não vem.
A dor, esta sim, já partira.

O tempo engasga, por certo
A saudade palpita, sem rumo
Os últimos românticos convertem-se.
Amor e ódio, ódio e paz...
Meu maior erro, sem dúvida,
Foi querer sempre amar demais.

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