
E a insônia perturba;
Me obriga a escrever.
Faz reviver amores passados.
Acalma, sem reza, maus pensamentos,
Com sonhos impossíveis de se crer.
E, real, chove na rua...
Chico tortura, impiedoso,
Com seus sambas lembrando
Que do outro lado das nuvens
Reina a lua.
Mas eu só vejo nuvens pesadas
O tempo foge, reaparece, foge...
Faz-se vivo na alvorada fria.
Ejacula a noite
E traga o dia;
Destrói meu último ponto, ilustre,
E encerra assim a fantasia.



