
Adeus, minha doce puta.
Minha estima agradece teus valorosos préstimos.
Bem dizer, nem muito pediste em troca -
Meus desagrados, teu orgasmo, nosso tempo...
Só. Penso que falhaste em teus propósitos, pois.
Ou já não mais entendo eu de propósitos quanto outrora.
Adianto-te que mentirei ao ser forçado a reconhecer minha culpa.
Mas, veja lá, minha cristandade já morrera bem antes de ti.
Tal ‘quela vez que te cuspi aos pés.
Deus sabe que há pecados maiores, menos sinceros...
“Te perdôo por te trair”, nobre devassa.
Nem que para isso minhas lágrimas me traiam primeiro.
Sinto, mas não te desejarei felicidade - tal qual cogitei um dia.
És uma puta, mas ora... Teu ofício não lhe confere caprichos.
Os tempos de cabaré já são outros; é árduo, mas hei de seguir os passos.
Por agora crescerei; chorarei sozinho e libertinar-me-ei aos teus olhos.
É o que me resta, minha doce puta.
Minha estima agradece teus valorosos préstimos.
Bem dizer, nem muito pediste em troca -
Meus desagrados, teu orgasmo, nosso tempo...
Só. Penso que falhaste em teus propósitos, pois.
Ou já não mais entendo eu de propósitos quanto outrora.
Adianto-te que mentirei ao ser forçado a reconhecer minha culpa.
Mas, veja lá, minha cristandade já morrera bem antes de ti.
Tal ‘quela vez que te cuspi aos pés.
Deus sabe que há pecados maiores, menos sinceros...
“Te perdôo por te trair”, nobre devassa.
Nem que para isso minhas lágrimas me traiam primeiro.
Sinto, mas não te desejarei felicidade - tal qual cogitei um dia.
És uma puta, mas ora... Teu ofício não lhe confere caprichos.
Os tempos de cabaré já são outros; é árduo, mas hei de seguir os passos.
Por agora crescerei; chorarei sozinho e libertinar-me-ei aos teus olhos.
É o que me resta, minha doce puta.
Adeus. Vai-te tarde...
2 comentários:
Diante de um comentário de um amigo, que avisou estar havendo certo mal-entendido quanto a meus textos (coisa que eu realmente não imaginava estar acontecendo), resolvi esclarecer uns pontos às +- 5 pessoas que por ventura acessem isto aqui.
O primeiro ponto diz respeito à “publicação” de meu blog. Meu site existe há alguns meses. Eu não tenho, e nunca tive, ABSOLUTAMENTE NENHUMA intenção de torná-lo “super visitado”; longe de mim isso. Escrevo porque gosto; e se exponho meus textos na internet é porque: i) não perco o que já escrevi (o que costuma acontecer sempre comigo); ii) não corrijo o que já escrevi (acabo constantemente fazendo mudanças nos textos antigos, por criar certa aversão a eles); iii) tenho amigos que também escrevem e esta é uma boa forma de ser criticado por gente conhecedora (ou apreciadora) de literatura.
Ocorre que fiz (na verdade, fizeram pra mim) um Orkut há certo tempo e indiquei no espaço “página da web” o meu blog. Pelo que entendi, esta “exposição” trouxe problemas. Verdadeiramente, não tive qualquer intuito de que isso ocorresse! De qualquer forma, já retirei o link de lá...
O segundo ponto é um pouco mais delicado. Explicarei cruamente e espero que seja esclarecedor o suficiente.
Eu não SEI fazer poesia “por encomenda”!!! Mesmo que eu quisesse fazer, eu sou totalmente incapaz de fabricar um texto levando em consideração assuntos que estejam diretamente relacionados a mim... O meu processo de criação é totalmente impessoal e abstrato. Aos 15 anos, escrevia alguns poemas direcionados ou “presenteados” a algumas pessoas. Só quero dizer que essa fase já passou há tempos; tais textos não são nem sequer expostos neste blog. Não escrevo por ou para ninguém; escrevo sentimentos alheios, que não tem qualquer relação com minha vida...
Espero que esteja desfazendo os problemas.
Muito boa... cada dia escreve melhor com eu-liricos diferentes. Mesmo escrevendo como eu-lírico referente a outra "individualidade", é impossível não sair discretos traços da sua personalidade no texto... Qual será o pseudônimo desse?
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